Os fanáticos por política, religião, esporte, vaidade, consumo são seres que abrem mão da própria identidade para assumir uma outra; é como fugir de si mesmo e se refugiar em um porto aparentemente seguro, mas cheio de armadilhas.
(Jaime Leitão)
1-Dissertação: A armadilha do fanatismo.
2-Narração: O narrador-personagem conta como se tornou presa fácil do fanatismo e como se livrou dele.
3-Crônica: Os fanáticos são seres perigosos.
4-Poema-narrativo: O fanático.
5-Depoimento: Já fui fanático. Ou, se preferir, o tema: Eu, fanático?
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
LEIA A FRASE E ESCREVA UM TEXTO COM BASE NELA
"A natureza humana é como uma cebola. As camadas externas são fáceis de mudar. Mas as internas não."
Jerome Kagan, psicólogo norte-americano, em entrevista à revista "Veja" desta semana.
Propostas temáticas:
1-Dissertação: O ser humano fala em mudar sempre, mas dificilmente muda.
2-Narração: O narrador-personagem termina a narrativa com a frase: "Nunca pensei que fosse passar por tamanha mudança, eu que sempre fui tão rigoroso em todos os sentidos."
3-Crônica que tenha como título: As cebolas
4-Carta a um amigo pedindo que ele mude o seu comportamento antes que todos o abandonem por não aguentá-lo mais.
5-Poema que tenha como tema: Mudanças.
Jerome Kagan, psicólogo norte-americano, em entrevista à revista "Veja" desta semana.
Propostas temáticas:
1-Dissertação: O ser humano fala em mudar sempre, mas dificilmente muda.
2-Narração: O narrador-personagem termina a narrativa com a frase: "Nunca pensei que fosse passar por tamanha mudança, eu que sempre fui tão rigoroso em todos os sentidos."
3-Crônica que tenha como título: As cebolas
4-Carta a um amigo pedindo que ele mude o seu comportamento antes que todos o abandonem por não aguentá-lo mais.
5-Poema que tenha como tema: Mudanças.
A CRISE AINDA NÃO ACABOU
REFLEXOS DA CRISE
JAIME LEITÃO
Uma crise econômica, como a que atacou o mundo no ano passado, não passa sem deixar rastros de destruição significativos. É como um terremoto. As suas conseqüências são sentidas durante anos ou décadas.
Pode parecer um exagero essa afirmação, já que os líderes de vários países, incluindo Lula, declararam o fim da crise e, no caso específico do nosso presidente, que a mesma não passou aqui de uma marolinha.
O presidente do Banco Mundial Robert Zoellick, que participou no último final de semana da reunião de cúpula anual da União Africana, em Adis Abeba, na Etiópia, afirmou que espera que estejamos entrando em um período de recuperação mundial, mas ressaltou: "Estimamos que 64 milhões de pessoas em todo o mundo entrarão na faixa de extrema pobreza devido à crise."
É necessário fazer uma leitura cuidadosa dessa afirmação. São 64 milhões de habitantes dos países pobres ou em desenvolvimento que, por terem perdido o emprego no período da crise, padecerão de fome e de outras carências neste ano. Ele não se referiu aos milhões de pessoas que já vivem nessas condições há bastante tempo e que não receberam dos governos dos seus países nem dos países ricos recursos para que saíssem dessa situação desesperadora.
Zoellick disse que o banco utilizará o seu esquema de subsídios diretos para “mitigar a pobreza.” Que isso seja feito de fato: é intolerável ler nos noticiários informações sobre índices de crescimento econômico para 2010 e 2011, deixando em último plano, esquecido, o crescimento da pobreza no mundo, como se esses dados não fossem importantes e devessem ser esquecidos.
Crescimento econômico só é completo e faz sentido se vier acompanhado de crescimento do padrão de vida da população como um todo. Se uma parte melhora de vida, justamente aquela que está no topo da pirâmide, isso não significa que quem está na fatia mais embaixo melhorou de vida também. Geralmente ocorre o contrário, como deixou claro o presidente do Banco Mundial, não um contestador do sistema econômico, mas um dos seus maiores representantes em termos mundiais.
Ler os indicadores econômicos de forma simplista, sem relacioná-los com uma realidade maior, é reduzir o mundo ao eixo da prosperidade, excluindo o eixo daqueles que vivem na mais extrema pobreza. Se essa análise tivesse sido feita há décadas ou há séculos, e transformada em ação, talvez a miséria no mundo hoje fosse bem menor. E não acredito na visão daqueles que afirmam que querer debelar a miséria não passa de utopia. Esse é um argumento cômodo e sórdido para manter tudo como está.
É claro que a miséria não é combatida de maneira instantânea, mas pode diminuir sensivelmente em algumas décadas, se houver vontade e determinação para que isso aconteça.
Propostas temáticas:
1-Dissertação: A crise econômica tem um tempo de duração muito maior entre as classes mais pobres.
2-Dissertação: Os índices de crescimento econômico mascaram os índices de crescimento da miséria.
3-Narração: O narrador-personagem conta o seu drama de viver crise diária para conseguir alimento para a sua família.
4-Crônica: Desde que nasci, só ouço falar em crise.
5-Poema: Palavras em crise
JAIME LEITÃO
Uma crise econômica, como a que atacou o mundo no ano passado, não passa sem deixar rastros de destruição significativos. É como um terremoto. As suas conseqüências são sentidas durante anos ou décadas.
Pode parecer um exagero essa afirmação, já que os líderes de vários países, incluindo Lula, declararam o fim da crise e, no caso específico do nosso presidente, que a mesma não passou aqui de uma marolinha.
O presidente do Banco Mundial Robert Zoellick, que participou no último final de semana da reunião de cúpula anual da União Africana, em Adis Abeba, na Etiópia, afirmou que espera que estejamos entrando em um período de recuperação mundial, mas ressaltou: "Estimamos que 64 milhões de pessoas em todo o mundo entrarão na faixa de extrema pobreza devido à crise."
É necessário fazer uma leitura cuidadosa dessa afirmação. São 64 milhões de habitantes dos países pobres ou em desenvolvimento que, por terem perdido o emprego no período da crise, padecerão de fome e de outras carências neste ano. Ele não se referiu aos milhões de pessoas que já vivem nessas condições há bastante tempo e que não receberam dos governos dos seus países nem dos países ricos recursos para que saíssem dessa situação desesperadora.
Zoellick disse que o banco utilizará o seu esquema de subsídios diretos para “mitigar a pobreza.” Que isso seja feito de fato: é intolerável ler nos noticiários informações sobre índices de crescimento econômico para 2010 e 2011, deixando em último plano, esquecido, o crescimento da pobreza no mundo, como se esses dados não fossem importantes e devessem ser esquecidos.
Crescimento econômico só é completo e faz sentido se vier acompanhado de crescimento do padrão de vida da população como um todo. Se uma parte melhora de vida, justamente aquela que está no topo da pirâmide, isso não significa que quem está na fatia mais embaixo melhorou de vida também. Geralmente ocorre o contrário, como deixou claro o presidente do Banco Mundial, não um contestador do sistema econômico, mas um dos seus maiores representantes em termos mundiais.
Ler os indicadores econômicos de forma simplista, sem relacioná-los com uma realidade maior, é reduzir o mundo ao eixo da prosperidade, excluindo o eixo daqueles que vivem na mais extrema pobreza. Se essa análise tivesse sido feita há décadas ou há séculos, e transformada em ação, talvez a miséria no mundo hoje fosse bem menor. E não acredito na visão daqueles que afirmam que querer debelar a miséria não passa de utopia. Esse é um argumento cômodo e sórdido para manter tudo como está.
É claro que a miséria não é combatida de maneira instantânea, mas pode diminuir sensivelmente em algumas décadas, se houver vontade e determinação para que isso aconteça.
Propostas temáticas:
1-Dissertação: A crise econômica tem um tempo de duração muito maior entre as classes mais pobres.
2-Dissertação: Os índices de crescimento econômico mascaram os índices de crescimento da miséria.
3-Narração: O narrador-personagem conta o seu drama de viver crise diária para conseguir alimento para a sua família.
4-Crônica: Desde que nasci, só ouço falar em crise.
5-Poema: Palavras em crise
1 ANO DO LEITURAS E PROPOSTAS
O "Leituras e Propostas" completa hoje um ano. Agradeço a todos que aqui visitam e, em especial, aos seguidores.
Prometo torná-lo cada vez mais dinâmico, inserindo propostas temáticas variadas, além das mais de 600 aqui já postadas, que proporcionem reflexão a partir da leitura e o exercício permanente da escrita.
Prometo torná-lo cada vez mais dinâmico, inserindo propostas temáticas variadas, além das mais de 600 aqui já postadas, que proporcionem reflexão a partir da leitura e o exercício permanente da escrita.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
CACHORRO OU GATO?
PROPOSTAS TEMÁTICAS:
1-Narrativa: O narrador-personagem acorda determinada manhã convencido de que é um cachorro, não mais um homem. Trabalhe esse fato absurdo de forma criativa, instigante.
2-Narrativa: O narrador-personagem troca os nomes dos objetos e dos seres, mas aos poucos consegue comunicar-se com as pessoas, apesar da resistência e do preconceito que sofre principalmente na infância.
3-Crônica: Ser um animal racional ou irracional, eis a questão.
4-Dissertação: Reflexões sobre o sentido do ser.
5-Carta um homem reclamando do péssimo tratamento que recebe dele. Assinado: um cão.
ASSISTA AO VÍDEO E FAÇA UMA LEITURA DELE
PROPOSTAS TEMÁTICAS:
1-Narrativa: O narrador-personagem sente que, por algum motivo ou vários, perdeu o vínculo com a sua cidade natal, a qual amava muito. Trabalhe bem o conflito.
2-Dissertação: A cidade em que nascemos pode ser considerada a nossa primeira pátria?
3- Crônica: O que é ser cidadão do mundo?
4-Carta a um amigo contando da sua solidão por ter escolhido viver em um país com uma cultura totalmente diferente daquela com que estava acostumado no país onde nasceu.
DA REALIDADE PARA A LÍNGUA
CÁRIE EM DENTE DE HIPOPÓTAMO
JAIME LEITÃO
A notícia está no site da BBC Brasil: “Dentista trata cárie de hipopótamo sem anestesia.” O meu primeiro pensamento veio instantâneo: o dentista foi engolido pelo hipopótamo. Não há nada de exagerado nesse meu raciocínio. Felizmente, o tratamento foi feito e o dentista continua vivo e preparado para tratar dentes de jacaré e outros bichos no futuro.
O fato relatado foi: “Um hipopótamo de quase três toneladas foi submetido a um tratamento dentário sem uso de anestesia na última quarta-feira no zoológico Santa Fé, em Medellín, na Colômbia.
O hipopótamo chamado Orion danificou um dos dentes incisivos do maxilar inferior em outubro do ano passado, ao morder uma coluna de metal. A lesão não era grave, mas apresentava riscos de inflamação e infecção a longo prazo, podendo até vir a causar a morte do animal.”
Os hipopótamos, apesar do tamanho e da ferocidade, são animais sensíveis e podem morrer asfixiados se tomarem anestesia. Para não haver nenhum acidente, o tratador de Orion, Jorge Aguirre, durante três meses ensinou o animal a abrir a boca e mantê-la aberta durante períodos de dez minutos. Foram aulas de paciência e coragem. Isso possibilitou que a cárie fosse tratada em várias etapas. E o detalhe é que quem colocou a mão e a cabeça dentro da boca do hipopótamo foi o tratador e não o dentista, que ficou só orientando Aguirre para que fizesse tudo certo.
Esse acontecimento, que não deixa de ser extraordinário, poderia também se transformar em uma expressão que permaneça viva na oralidade, na linguagem que usamos nas nossas conversas nas mais variadas ocasiões.
Por exemplo, quando alguém está sempre armando encrenca, poderíamos dizer que está procurando cárie em dente de hipopótamo, que é uma confusão das maiores. Ainda mais se o animal não for treinado como esse hipopótamo do zoológico de Medellín.Tem gente que procura não só cárie em dente de hipopótamo, mas faz cócegas em leão para ver se ele reage. Ou, ainda, abraça tamanduá para ver se ele aperta.
Podemos usar metáforas, criar expressões as mais variadas para nos comunicarmos com pessoas que, sem o mínimo de humor, podem se tocar com o nosso humor. E temos o recurso de extraí-las tanto da imaginação quanto de fatos reais, que mais parecem ficção. Realidade e ficção não param de se tocar e é possível aproveitar isso para inventar textos, expressões e tornar as nossas relações mais leves, principalmente em uma situação de conflito.
Muitas expressões surgiram de pessoas simples, anônimas, que têm uma imaginação incomum. A criatividade existe em todos nós e pode ser acionada na hora que quisermos. Basta nos abrirmos para ela.
PROPOSTAS TEMÁTICAS:
1-Dissertação: A LINGUAGEM ORAL E POPULAR PODE SER CRIATIVA.
2-Narrativa: No decorrer da narração, insira a expressão "cárie em dente de hipopótamo.
3-Narrativa: Um veterinário relata um fato grave que ocorreu no início da sua vida profissional que o fez abandonar a profissão e partir para outro ramo de atividade. Narre em primeira pessoa. Detalhe bem o conflito.
4-Crônica: Certas expressões nos confundem e nos deixam em situações constrangedoras. Explore essa ideia, utilizando diálogos ou não.
5-Narrativa: O espaço da narrativa é um zoológico. Narre em primeira ou em terceira pessoa.
JAIME LEITÃO
A notícia está no site da BBC Brasil: “Dentista trata cárie de hipopótamo sem anestesia.” O meu primeiro pensamento veio instantâneo: o dentista foi engolido pelo hipopótamo. Não há nada de exagerado nesse meu raciocínio. Felizmente, o tratamento foi feito e o dentista continua vivo e preparado para tratar dentes de jacaré e outros bichos no futuro.
O fato relatado foi: “Um hipopótamo de quase três toneladas foi submetido a um tratamento dentário sem uso de anestesia na última quarta-feira no zoológico Santa Fé, em Medellín, na Colômbia.
O hipopótamo chamado Orion danificou um dos dentes incisivos do maxilar inferior em outubro do ano passado, ao morder uma coluna de metal. A lesão não era grave, mas apresentava riscos de inflamação e infecção a longo prazo, podendo até vir a causar a morte do animal.”
Os hipopótamos, apesar do tamanho e da ferocidade, são animais sensíveis e podem morrer asfixiados se tomarem anestesia. Para não haver nenhum acidente, o tratador de Orion, Jorge Aguirre, durante três meses ensinou o animal a abrir a boca e mantê-la aberta durante períodos de dez minutos. Foram aulas de paciência e coragem. Isso possibilitou que a cárie fosse tratada em várias etapas. E o detalhe é que quem colocou a mão e a cabeça dentro da boca do hipopótamo foi o tratador e não o dentista, que ficou só orientando Aguirre para que fizesse tudo certo.
Esse acontecimento, que não deixa de ser extraordinário, poderia também se transformar em uma expressão que permaneça viva na oralidade, na linguagem que usamos nas nossas conversas nas mais variadas ocasiões.
Por exemplo, quando alguém está sempre armando encrenca, poderíamos dizer que está procurando cárie em dente de hipopótamo, que é uma confusão das maiores. Ainda mais se o animal não for treinado como esse hipopótamo do zoológico de Medellín.Tem gente que procura não só cárie em dente de hipopótamo, mas faz cócegas em leão para ver se ele reage. Ou, ainda, abraça tamanduá para ver se ele aperta.
Podemos usar metáforas, criar expressões as mais variadas para nos comunicarmos com pessoas que, sem o mínimo de humor, podem se tocar com o nosso humor. E temos o recurso de extraí-las tanto da imaginação quanto de fatos reais, que mais parecem ficção. Realidade e ficção não param de se tocar e é possível aproveitar isso para inventar textos, expressões e tornar as nossas relações mais leves, principalmente em uma situação de conflito.
Muitas expressões surgiram de pessoas simples, anônimas, que têm uma imaginação incomum. A criatividade existe em todos nós e pode ser acionada na hora que quisermos. Basta nos abrirmos para ela.
PROPOSTAS TEMÁTICAS:
1-Dissertação: A LINGUAGEM ORAL E POPULAR PODE SER CRIATIVA.
2-Narrativa: No decorrer da narração, insira a expressão "cárie em dente de hipopótamo.
3-Narrativa: Um veterinário relata um fato grave que ocorreu no início da sua vida profissional que o fez abandonar a profissão e partir para outro ramo de atividade. Narre em primeira pessoa. Detalhe bem o conflito.
4-Crônica: Certas expressões nos confundem e nos deixam em situações constrangedoras. Explore essa ideia, utilizando diálogos ou não.
5-Narrativa: O espaço da narrativa é um zoológico. Narre em primeira ou em terceira pessoa.
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