Os deputados e senadores terminam 2010 literalmente por cima de nós. Sapateando nas nossas cabeças e exibindo uma cifra vergonhosa: 62% de aumento salarial. Muito acima da inflação do período de três anos em que não tiveram reajuste. Por mais que tentem esconder a euforia, não conseguem.
Francisco Everaldo da Silva, o Tiririca, o deputado federal mais votado do país, que esteve anteontem pela primeira vez na Câmara, falou: “Cheguei em um bom dia, dei sorte. Acho o aumento bacana, acho legal”.
É claro que ele e todos os seus futuros companheiros acharam bacana receber um aumento dessa natureza, que catapultará os salários de deputado e senador para R$ 26, 7 mil. Fora os muitos auxílios a que têm direito.
Quem não acha bacana somos nós que recebemos aumento raso, na linha da inflação, nada além. Mas se são eles que decidem, por que iriam deixar por menos? Contam com o esquecimento dos eleitores até a próxima eleição. Em país de pouca memória, é fácil cometer absurdos e sair ileso de certas atitudes.
Agora, senador, deputado federal, presidente, vice, ministros de Estado e ministros do Supremo ganharão o mesmo salário. Não haverá mais escalonamento. Todos estarão na mesma faixa. E que faixa. É para pouquíssimos.
Presidente e vice terão um reajuste de 133,9%, passando de R$ 11, 4 mil para R$ 26, 7 mil. Concordo que o presidente ganhar menos do que deputado e senador, como acontecia, significa uma grave distorção. Mas o vice ganhar o mesmo que presidente não tem sentido. Deputados, senadores e ministros também não poderiam ganhar tanto.
O efeito cascata desse aumento atingirá governadores, prefeitos, vices, vereadores. Em algumas cidades, vereadores terão salários que passarão dos R$ 10 mil e prefeitos ganharão mais de R$ 20 mil.
Que farra. Que delícia. Terão um Natal maravilhoso. São patrões de si mesmos, que decidem o aumento que querem. Essa de dizer que o patrão do político é o povo é uma frase que não passa de demagogia barata, ridícula. Na prática, isso não acontece.
Eles agem com uma liberdade espantosa. Liberdade de decidir o que é bom para eles e quase nunca o que é bom para todos nós. Como está a saúde? Como está a educação? Como está a segurança? Isso eles deixam para depois. O importante é que o bolso deles estará bem mais cheio a partir de agora. E nós, diante do espelho, com cara de palhaços olhando o circo que provavelmente continuará igual no ano que vem. Pode mudar um quadro ou outro, mas no conjunto será tudo igual. Muitos arranjos, muito espetáculo e pouca agilidade para votar projetos que melhorem significativamente a vida da população.
Quem ganha bem tem que mostrar serviço. Um executivo com um salário desses, se não render, é demitido. Já um político, com um mandato garantido por quatro anos, deita e rola, e não está nem aí para a população, com algumas exceções, é claro.
(Jaime Leitão)
Propostas a partir do texto acima:
1-Narração que coloque em destaque o conflito entre um trabalhador que ganha salário mínimo e um deputado que acaba de receber um grande aumento salarial.
2-Dissertação que tenha como tema: Aumento justo ou abusivo?
3-Carta a um deputado ou senador protestando contra o aumento salarial excessivo decidido pela Câmara e o Senado.
4-Crônica que tenha como tema o aumento dos salários de deputados, senadores, ministros...
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
domingo, 28 de novembro de 2010
O tema é máscara
1-Escreva uma narrativa fantástica em que o narrador-personagem conta o seu drama: após ter experimentado a máscara que iria utilizar em uma festa à fantasia, ela não desgrudou mais do seu rosto.
2-Escreva uma dissertação que tenha como tema: As máscaras sociais.
3-Escreva uma crônica que tenha como título: Os mascarados.
2-Escreva uma dissertação que tenha como tema: As máscaras sociais.
3-Escreva uma crônica que tenha como título: Os mascarados.
Não enrole, seja direto
Escreva e-mails objetivos, de no máximo cinco linhas, a partir dos seguintes temas:
1-Justificando ao seu patrão por que motivo você faltará ao trabalho no dia seguinte.
2-Explicando para a sua namorada, que mora em uma outra cidade, por que você não irá vê-la no próximo final de semana, depois de tudo combinado.
3-Ao seu pai, justificando as suas notas baixas no último bimestre.
1-Justificando ao seu patrão por que motivo você faltará ao trabalho no dia seguinte.
2-Explicando para a sua namorada, que mora em uma outra cidade, por que você não irá vê-la no próximo final de semana, depois de tudo combinado.
3-Ao seu pai, justificando as suas notas baixas no último bimestre.
sábado, 27 de novembro de 2010
ENTRE NAS PALAVRAS
Entre nas seguintes palavras e escreva pequenos textos a partir delas:
1-Exposto...
2-Muros...
3-Avancei...
4-Perdi...
5-Lutei...
6 -Ruas
7-Quem...
8-Perigo...
9-Sombras...
10-Navegou...
1-Exposto...
2-Muros...
3-Avancei...
4-Perdi...
5-Lutei...
6 -Ruas
7-Quem...
8-Perigo...
9-Sombras...
10-Navegou...
DEZ PROPOSTAS DE REDAÇÃO
Desenvolva algumas das propostas abaixo:
1-Se você já foi assistir, escreva uma resenha crítica do filme Tropa de Elite 2.
2-Escreva uma carta a um amigo que mora no Rio comentando sobre o confronto entre traficantes e policiais nos últimos dias, os veículos incendidados, e perguntando a ele como está sendo a sua rotina durante esses dias?
3-Escreva um breve relato em primeira pessoa fazendo um balanço de como foi até agora o ano de 2010 para você.
4-Escreva uma crônica que tenha como tema uma situação cômica, pitoresca, que você viveu recentemente.
5-Escreva uma narrativa que tenha como título: O homem que só caminhava para trás. Desenvolva-a em primeira ou terceira pessoa.
6-Escreva um poema a partir do tema: Solidão no século XXI.
7-Escolha uma notícia no jornal, leia-a e transforme-a em uma narrativa. Viaje da realidade para a ficção.
8-Escreva uma narrativa que tenha como fato desencadeador da ação o surgimento em uma cidade pequena de placas na rua com avisos como esses: Não ultrapasse os seus limites; Pense dez vezes antes de atravessar a rua, etc.
9-Escreva um texto de no máximo dez linhas que responda a esta pergunta: Por que você complica tanto a sua vida? A resposta não precisa ser necessariamente baseada na realidade, pode ser um texto de ficção.
10-Escreva uma crônica que tenha como título: Os números me perseguem.
1-Se você já foi assistir, escreva uma resenha crítica do filme Tropa de Elite 2.
2-Escreva uma carta a um amigo que mora no Rio comentando sobre o confronto entre traficantes e policiais nos últimos dias, os veículos incendidados, e perguntando a ele como está sendo a sua rotina durante esses dias?
3-Escreva um breve relato em primeira pessoa fazendo um balanço de como foi até agora o ano de 2010 para você.
4-Escreva uma crônica que tenha como tema uma situação cômica, pitoresca, que você viveu recentemente.
5-Escreva uma narrativa que tenha como título: O homem que só caminhava para trás. Desenvolva-a em primeira ou terceira pessoa.
6-Escreva um poema a partir do tema: Solidão no século XXI.
7-Escolha uma notícia no jornal, leia-a e transforme-a em uma narrativa. Viaje da realidade para a ficção.
8-Escreva uma narrativa que tenha como fato desencadeador da ação o surgimento em uma cidade pequena de placas na rua com avisos como esses: Não ultrapasse os seus limites; Pense dez vezes antes de atravessar a rua, etc.
9-Escreva um texto de no máximo dez linhas que responda a esta pergunta: Por que você complica tanto a sua vida? A resposta não precisa ser necessariamente baseada na realidade, pode ser um texto de ficção.
10-Escreva uma crônica que tenha como título: Os números me perseguem.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
FAÇA A SUA LEITURA DO VÍDEO
Propostas temáticas:
1-Escreva uma dissertação, a partir do vídeo acima, veiculado durante a pré-campanha de Lula para presidente, em 2002, contextualizando-o nos dias de hoje. Dê um título ao seu texto.
2-Escreva uma fábula em que um rato diferente dos demais conta como é ser rato pensando e agindo de forma oposta a dos outros ratos.
3-Escreva uma crônica que tenha no seu decorrer o slogan: "Ou a gente acaba com eles ou eles acabam com o Brasil."
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
A PARTIR DA CRÔNICA, PRODUZA...
CLIMA SECO EM TODOS OS SENTIDOS
JAIME LEITÃO
Quem disse que não estamos em clima de deserto? A umidade baixíssima do ar nos últimos dias vem provocando uma sede que não termina. Nem dez copos d`água matam essa sede sem fim, mas ajudam pelo menos a nos manter com aquela umidade corporal mínima, sem a qual secamos de vez.
E quem não tem o hábito de tomar água? Agora mesmo fui até a frente pegar os jornais. A temperatura estava em 12 graus. No mesmo momento, passaram duas moças correndo, sem nenhum agasalho. Não carregavam nenhuma garrafinha d`água. Pensei: -Será que elas não sentem sede?
Conheço pessoas que tomam refrigerante quase o dia todo, mas se esquecem da água. Quando tomo uma taça de vinho, a água também é presença obrigatória. Em épocas menos secas e principalmente agora com essa umidade que me obriga a colocar uma bacia no quarto todas as noites.
Parece que o clima seco tem o poder também de contaminar o comportamento de muita gente. Secura nos relacionamentos. Ouço reclamação de amiga: -Meu namorado está seco demais comigo. Ouço de um amigo: -Nas lojas, o atendimento está a cada dia mais áspero e seco. Discordo dele, digo que comigo não tem acontecido isso. Pergunto se a secura não tem partido dele? Ele ficou pensando um pouco e saiu de perto de mim sem dizer nada.
Reclamamos da pele seca, da dificuldade para respirar, mas esquecemos que as relações humanas vêm se tornando distantes, secas também. Não posso reclamar das minhas, mas, por onde ando, percebo frieza na maneira como muitos se tratam. Secura atrai secura.
A seca é terrível em todos os sentidos. Provoca incêndios, queimadas, faz mal para a pele, pulmões e também reduz as relações a conversas ríspidas. Seria importante se cada um se perguntasse: -Não estou sendo seco demais com as pessoas e, por esse motivo, recebendo também a secura de volta? Se agimos de forma mais amena, leve, provavelmente retornará a nós um cumprimento suave, uma fala com mais emoção e menos frieza e secura. Os secos são geradores de conflito a todo momento. Não param de provocar ruídos.
Se o clima está seco, e está mesmo, por que não romper com essa secura? Quanto mais secura, pior. Ela gera irritação, rigidez, nos deixa em um estado desagradável.
Na seca, nada de bom floresce. Precisamos da água, da umidade, dos contatos humanos além das conversas extremamente objetivas para tratar de negócios, de maneira impessoal. Somos seres humanos, pessoas, como agir quase sempre deixando que a impessoalidade tome conta de nós? Não avançaremos assim. Pelo menos não como gostaríamos. Quanto menos secos, mais prazer sentiremos. Não há secura em Beethoven, Bach, Mozart. A beleza desses compositores está na emoção que eles transmitem. E alimentam a nossa alma com a água boa da melodia que nos deixa úmidos por dentro, com mais harmonia. Sem ela, perecemos.
Produção de texto:
1-Uma carta a um amigo que mora no exterior, em região úmida, comentando sobre o clima seco, com a umidade do ar chegando a índices preocupantes
2-Um conto que se passe em uma cidade em que quase nunca chove.
3-Um editorial sobre o baixo índice de umidade do ar.
JAIME LEITÃO
Quem disse que não estamos em clima de deserto? A umidade baixíssima do ar nos últimos dias vem provocando uma sede que não termina. Nem dez copos d`água matam essa sede sem fim, mas ajudam pelo menos a nos manter com aquela umidade corporal mínima, sem a qual secamos de vez.
E quem não tem o hábito de tomar água? Agora mesmo fui até a frente pegar os jornais. A temperatura estava em 12 graus. No mesmo momento, passaram duas moças correndo, sem nenhum agasalho. Não carregavam nenhuma garrafinha d`água. Pensei: -Será que elas não sentem sede?
Conheço pessoas que tomam refrigerante quase o dia todo, mas se esquecem da água. Quando tomo uma taça de vinho, a água também é presença obrigatória. Em épocas menos secas e principalmente agora com essa umidade que me obriga a colocar uma bacia no quarto todas as noites.
Parece que o clima seco tem o poder também de contaminar o comportamento de muita gente. Secura nos relacionamentos. Ouço reclamação de amiga: -Meu namorado está seco demais comigo. Ouço de um amigo: -Nas lojas, o atendimento está a cada dia mais áspero e seco. Discordo dele, digo que comigo não tem acontecido isso. Pergunto se a secura não tem partido dele? Ele ficou pensando um pouco e saiu de perto de mim sem dizer nada.
Reclamamos da pele seca, da dificuldade para respirar, mas esquecemos que as relações humanas vêm se tornando distantes, secas também. Não posso reclamar das minhas, mas, por onde ando, percebo frieza na maneira como muitos se tratam. Secura atrai secura.
A seca é terrível em todos os sentidos. Provoca incêndios, queimadas, faz mal para a pele, pulmões e também reduz as relações a conversas ríspidas. Seria importante se cada um se perguntasse: -Não estou sendo seco demais com as pessoas e, por esse motivo, recebendo também a secura de volta? Se agimos de forma mais amena, leve, provavelmente retornará a nós um cumprimento suave, uma fala com mais emoção e menos frieza e secura. Os secos são geradores de conflito a todo momento. Não param de provocar ruídos.
Se o clima está seco, e está mesmo, por que não romper com essa secura? Quanto mais secura, pior. Ela gera irritação, rigidez, nos deixa em um estado desagradável.
Na seca, nada de bom floresce. Precisamos da água, da umidade, dos contatos humanos além das conversas extremamente objetivas para tratar de negócios, de maneira impessoal. Somos seres humanos, pessoas, como agir quase sempre deixando que a impessoalidade tome conta de nós? Não avançaremos assim. Pelo menos não como gostaríamos. Quanto menos secos, mais prazer sentiremos. Não há secura em Beethoven, Bach, Mozart. A beleza desses compositores está na emoção que eles transmitem. E alimentam a nossa alma com a água boa da melodia que nos deixa úmidos por dentro, com mais harmonia. Sem ela, perecemos.
Produção de texto:
1-Uma carta a um amigo que mora no exterior, em região úmida, comentando sobre o clima seco, com a umidade do ar chegando a índices preocupantes
2-Um conto que se passe em uma cidade em que quase nunca chove.
3-Um editorial sobre o baixo índice de umidade do ar.
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